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Dicas do Hawaii – Mauna Kea

Primeiro, um pouco de geografia, para nos situarmos: o Mauna Kea é um dos cinco vulcões existentes na maior ilha do arquipélago do Havaí, conhecida como Big Island.  É o que possui maior altitude (seu pico fica a 4.205 metros do nível do mar). Curiosamente, ele também é a mais alta montanha do mundo, se medida a partir do início de sua formação (e não a partir do nível do mar), possuindo 10.203 metros.  O nome Mauna Kea significa white mountain (montanha branca), uma referência ao seu cume, que, sazonalmente, fica branco devido à neve. Além disso, é possível visitar seu ponto mais alto através de uma estrada, sem necessidade de escalada ou trilhas penosas para chegar lá. É sobre essa visita que falarei a seguir…

Nosso passeio ao Mauna Kea teve início em Kona e durou por volta de 3 horas. Para chegar ao vulcão, partindo de Kona, você deve pegar a estrada HI-190, seguir até a HI-200 ou Saddle Road (ela tem esse nome pela fama de ser uma estrada ruim…realmente, é estreita e bem sinuosa, mas toda asfaltada…aqui no Brasil temos estradas muito piores…). A Saddle Road é a freeway que cruza a ilha, atravessando um verdadeiro deserto e chegando até as proximidades de Hilo. Bem no meio da estrada, em pleno planalto, seco e árido, sem muitos sinais de vida à sua volta, fica a entrada para a subida do Mauna Kea.

Uma vez que você chega nesse ponto do trajeto, é só desviar e entrar na estrada que subirá até o cume do vulcão (Mauna Kea Access Road). Após dirigir por volta de 10km, em uma subida relativamente íngrime, você chega no centro de informações Onizuka. Lá você pode conhecer um pouco mais da história e da geografia da montanha, além de obter informações dos estudos astronômicos realizados na área. Caso você continue sua viagem até o cume, eles recomendam que você fique 30 minutos nesse local, para aclimatação em relação à altitude. Pessoalmente, acho que isso é importante. Esse centro de informações fica a cerca de 3.000 metros de altitude (pouco, se comparado aos 4.205 do cume). Recomendam também que você tenha um carro 4×4 (aliás, isso é obrigatório, mas não encontramos ninguém para fiscalizar). Uma observação: existem algumas restrições de horário de visita (podem ser encontradas em http://www.ifa.hawaii.edu/mko/visiting.htm).

A partir daí começa de verdade a subida até o ponto mais alto da montanha. São pouco mais de 13km, sendo 3 deles em estrada asfaltada e o restante em terra batida e pedras. É uma experiência inesquecível, principalmente para quem está dirigindo. Com um visual amplo, formando vistas de tirar o fôlego, a estrada contorna a montanha, rumo ao cume. O percurso é formado por um zigue-zague íngrime, constante, sem proteção alguma dos lados e muitas vezes sem espaço para dois carros passarem. Estávamos num Jipe 4×4. A velocidade média é de 10 ou 15 milhas por hora, em primeira marcha e às vezes segunda. Recomendo fortemente a tração nas quatro rodas, principalmente no inverno.

Após uma longa meia hora, você chega em um platô bem extenso, recheado de instalações redondas e antenas gigantes. São os observatórios espaciais (ao todo são 12, de vários países). Nesse ponto, a estrada volta a ser asfaltada.

Subindo mais um pouco, chegamos finalmente ao cume, onde há pouco espaço para estacionar o carro. Além do frio intenso, o vento estava muito forte lá em cima, a ponto de termos que nos equilibrar para não cair. Ficamos por volta de 5 minutos. Os efeitos da altitude são realmente perceptíveis. Tivemos uma sensação de enjôo e tontura. A vista é impressionante, mesmo com o dia nublado. Na verdade, você acaba vendo as nuvens de cima. O que dizem é que quando o dia está limpo, você tem a visão de toda uma parte da ilha, até o mar. Não tivemos essa sorte. Mesmo assim valeu muito a pena. Tiramos algumas fotos e iniciamos o caminho de volta.

A descida demora praticamente o mesmo tempo que a subida, pois, devido às condições da pista, a velocidade é muito reduzida. Além disso, indo para baixo, a estrada parece ainda mais perigosa, pois você a todo tempo encara de frente os amplos vales que acompanham o percurso.

Chegamos de volta à Saddle Road e daí partimos para Hilo, pegando a estrada para a esquerda (sentido leste) na saída da Mauna Kea Access Road. Foi realmente um passeio memorável. O visual durante a subida final é muito marcante. Algumas pessoas realizam a subida do pico no fim de tarde, para ver o pôr-do-sol. Não foi o nosso caso. Quem já viu o entardecer do alto, diz que é magnífico. Enfim, essa será mais uma atração que provalmente faremos se um dia voltarmos ao Mauna Kea.

 

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